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A volta do ético golfe nos Jogos Olímpicos

Por Guillermo Piernes
Azimut 70
Tiger Woods poderá jogar no Rio de Janeiro durante os
Jogos Olímpicos de 2016

        O golfe voltou a ser olímpico, retorna nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. Muitos perguntam o que significa essa notícia para o desenvolvimento do esporte no país.

        Na realidade haverá mais recursos para fomentar o esporte e uma maior exposição na mídia geral. Assim existirão verbas para possibilitar uma melhor preparação de competidores e muitas pessoas ingressarão ao esporte após um maior contato pela mídia e a gradual desmitificação do esporte. Esperamos que os dirigentes do golfe sejam inteligentes e honestos para canalizar da melhor maneira possível esses novos recursos e dar as melhores condições para os recém chegados.

        O golfe volta a ser olímpico quando pela primeira vez um atleta, na história do esporte, chega a obter um bilhão de dólares na sua carreira profissional. Esse atleta é o rei do golfe, o americano Tiger Woods. Um bilhão de dólares em 14 anos de carreira profissional. Mais do que ganharam na História os maiores astros da F-1, do basquete, do beisebol, do futebol.

        Porém o dinheiro e os resultados não é o mais importante. O importante é o que significará a volta do golfe aos Jogos Olímpicos. Será uma injeção de integridade no mundo das competições esportivas, uma overdose de ética.



        Lembramos que a ética é um valor que tantos ignoram e cuja falta provocou a queda de impérios, igrejas, governos e ocasionalmente a de algum cartola esportivo ao longo dos séculos e também de alguns atletas olìmpicos.

        A ética é tão importante no esporte como na presidência de um país. Qual a lição que recebem milhões de jovens de parte de praticantes de outros esportes que usam drogas para melhorar desempenhos para correr mais rápido, saltar mais, levantar mais pesos, para conquistar prêmios. É um péssimo exemplo, além de envergonhar patrocinadores e povos inteiros. Quem torce por esse tipo de bandidos no esporte certamente não comunga com os princípios do golfe.

        Dificilmente no golfe haverá algum fator que desabone o campeão. Disso se trata o golfe, de vencer os demônios, de superar as tentações de trapacear e competir limpamente, como queriam os idealizadores dos Jogos Olímpicos.

        Sabemos que a integridade no golfe muitas vezes fica restrita aos limites do campo de jogo.

        No jogo de golfe, os princípios de integridade não são negociados. Certamente o mundo seria melhor se as pessoas respeitassem regras e princípios éticos, sendo elas próprias os principais árbitros para o seu desempenho. O jogo de golfe é assim, vence o melhor, nunca um trapaceiro. Essa é a grande graça do golfe, agora olímpico. Que essa ética do jogo de golfe ajude a colocar o ideal olímpico no lugar mais alto do pódio dos maiores valores humanos.



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