Por Johnny Mazzillis
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Deixei os idílicos cenários rurais da região de La Gruyère, onde é produzido o célebre - e delicioso - queijo gruyère, e dirigi rumo a Bern, a capital da Suíça, em um dia encoberto e chuvoso.
Apesar de relativamente curto, o itinerário é caprichosamente tortuoso e recortado por montanhas, com dezenas de vilinhas encravadas no fundo dos vales e empoleiradas em encostas. Pena o tempo tão escuro e molhado. Seria um cenário e tanto sob céu azul.
Mas dirigir na civilizada Suíça, para quem está acostumado a centenas de quilômetros semanais aqui no Brasil, é até relaxante. Não há trânsito, as distâncias são curtas, os motoristas são cordiais e a paisagem é bela.
Uma vez em Bern, a ordem é estacionar e esquecer o carro. A charmosa capital da Suíça é para ser conhecida a pé, em tranquilos passeios. Museus, praças, parques, a catedral, pontes, arcos, prédios e belíssimos monumentos públicos. Vale a pena explorar a cidade, que esconde recantos e vielas de paralelepípedos polidos pelo tempo. Pubs, restaurantes e chocolaterias, muitas chocolaterias, estão sempre cheias. A Laderach, bem no centro da cidade, é uma das mais tradicionais, famosa por suas deliciosas placas de chocolates incrustadas de frutas secas.
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Desde 1513 Bern abriga ursos, o animal símbolo da cidade. Em 1857 foi construído o “Fosso dos Ursos”, uma área onde vários animais eram mantidos em condições hoje em dia consideradas desumanas – ou melhor, “desursanas”. Havia tempo o fosso estava desativado, mas em outubro de 2009 foi inaugurado ao lado um novo abrigo para os ursos, o Bear Park, as margens do rio Aare, uma obra caríssima, com 10 mil m2, que custou 24 milhões de francos (aproximadamente 18 milhões de euros), hoje um dos principais atrativos turísticos da cidade. No amplo abrigo vive atualmente o jovem Finn, de 5 anos, e sua companheira “Björk”.
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Outro ótimo passeio é o Museu de Einstein, uma agradável viagem desde sua tenra infância, através de suas colaborações a ciência, passando por seus apuros durante a Segunda Guerra com o nazismo e as implicações surgidas no pós guerra.
O excelente Zentrum Paul Klee abriga a mais importante mostra da extensa obra do consagrado pintor alemão nascido na Suíça.
Ao andar pelas ruas, tome cuidado com os bondes, sempre silenciosos e presentes em toda parte. As bicicletas também são numerosas, usadas como meio de transporte normal.
As ruas de Bern são ótimo exemplo de convivência pacífica entre trens, pedestres, carros e bicicletas. Tudo flui organizadamente, sem choques ou atritos.
A noite, não perca a atmosfera envolvente e acolhedora do Kornhauskeller, um tradicional restaurante representante da autêntica gastronomia suíça. Mas não é preciso gastar muito para conhecer algumas delícias da culinária suíça. Qualquer pub ou restaurante faz uma excelente fondue, opção barata, deliciosa e que aquece e forra o estômago por horas. Às vezes os suíços turbinam suas fondues com queijo roquefort ou ingredientes variados como cogumelos, nacos de pera, camarões e lascas de tomate fresco.
Para os aficionados em relógios, Bern pode representar a perdição. Centenas de lojas exibem milhares de marcas e modelos de todos os tipos e preços. Pode-se adquirir um autêntico relógio suíço a partir de uns 80 euros, ou adquirir modelos exclusivíssimos de marcas célebres, cujos preços podem ultrapassar os 500 mil euros. Para nós mortais, apesar da Suíça não ser exatamente um país barato, há coisas muito interessantes a preços razoáveis. Relógios e calçados, por exemplo.
Para quem gosta de compras, vale uma tarde no Westside, um moderníssimo shopping center projetado pelo incensado arquiteto Daniel Libeskind, repleto de mimos e comodidades.
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Apesar de pequeno, a Suíça é um país de múltiplos idiomas e dialetos. São quatro os oficiais: francês, alemão, suíço alemão – uma variação muito estranha e particular do alemão, e o romanche, esse último falado por menos de 3% da população. Eu já havia passado por outras regiões no país onde predominava o francês, mas em Bern não se fala francês, e sim alemão, ou pior - o ainda mais rude suíço alemão.
Não deixe de experimentar os vinhos suíços, principalmente os da região do Valais, tida como a melhor região produtora do país. A Suíça produz muito vinho, mas seu sedento e exigente mercado interno consome praticamente toda a produção do país.
Deixei Bern em uma manhã com destino a Zermatt, uma charmosa e badalada estação de esqui situada ao sul da Suíça, aos pés do famoso pico Matterhorn, nos Alpes suíços, onde encerrei com chave de ouro minha primeira – sim, pretendo voltar – viagem a esse pequeno e maravilhoso país.
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Dicas & Serviços
Quem Leva
A Cia Aérea TAP Portugal tem voos de São
Paulo a Zurich. De lá, a melhor opção é seguir
em um confortável trem para Bern, num trajeto
de aproximadamente 90 minutos.
www.flytap.com
Onde Ficar
Defronte ao Banhof, a estação central de
trens, o simples e funcional Hotel City fica
espertamente perto de tudo. www.fhotels.ch/
fassbind-hotels.ch/hotel.100.html
Restaurantes
Kornhauskeller
Kornhausplatz, 18
www.kornhauskeller.ch
Brasserie Bits & Bites
Westside - Riedbachstrasse 100
3027 Bern - www.eatchacha.ch
Restaurant Bel Etage
CH-3084 Wabern
www.gurtenpark.ch
Info
Turismo em Bern - www.berninfo.com
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