Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player


 


Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player


Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player


Decor: Um refúgio em Parati

Por Silvia Junqueira






 

 



      Uma radical opção pela simplicidade caracteriza os interiores desta casa com 450 m², e dois pavimentos, em Parati, no Rio de Janeiro, que leva a assinatura de Dado Castello Branco. “Conforto e informalidade. Era tudo o que eles desejavam”, diz o arquiteto sobre as expectativas, bastante frugais, de seus proprietários: um casal de velejadores, apaixonado pelo mar. Não por acaso, foi em torno dele, ou mais precisamente da luminosa marina que delimita o lote, que todo o projeto se desenvolveu. A começar pela arquitetura de Fernando Sá Moreira, que dotou o piso inferior de uma sala única, reunindo living, home-theater e terraço, sem interrupções. No andar superior, há quatro suítes e um escritório, todos com vista para a área do pier. “Sentir-se em contato permanente com o mar era prioridade absoluta dos proprietários”, conta Dado, que em seu projeto de design de interiores explorou diversos tons de azul do índigo ao celeste, do anil ao turquesa – sempre em afinadas parcerias com o branco.


     

      Tudo para compor ambientes de visual leve e refinado, nos quais as fibras naturais, quase em estado bruto, são elementos dominantes.
      Concebido como uma ampla área de convivência familiar, o pavimento térreo, por exemplo, faz do uso da madeira um dos seus pontos fortes. Sensual e agradável ao toque, por lá, a matéria-prima é tema recorrente. Em forma de móveis, obras de arte ou acessórios é ela que, em ritmada composição, imprime uma particular sensação de continuidade ao décor, funcionando como contraponto de peso à quase primazia do branco.
Seja em forma de capas folgadas ou de revestimentos molengos, indistintamente dispostos por sobre sofás, cadeiras e poltronas, o algodão fecha com a atmosfera descontraída da decoração.


 

      Tão incorporadas à casa quanto a não cor de suas paredes, uma tela de Paulo Pasta (em explosivo tom de azul) e um inspirado tríptico de Sérgio Sister foram posicionados pelo arquiteto em pontos estratégicos – sobre o sofá, na parede principal da sala, e no hall de entrada, respectivamente – de forma a explorar ao máximo todo o seu potencial cromático. Bela coadjuvante. Essencial tanto nos momentos de relaxamento como de concentração, especial atenção foi dedicada ao projeto luminotécnico.
      “Os proprietários e visitantes comentam muito o astral da casa. Uma coisa difícil de definir, mas fácil de entender quando se está por lá”, afirma o arquiteto, para quem, em se tratando de residências construídas al mare, simplicidade, em última análise, tem mesmo tudo a ver com sofisticação. “Aprendi isso com eles: o protagonista é o mar. Se a casa funcionar como uma bela coadjuvante, já estou mais do que satisfeito”, brinca.

   



© 2010 - SIC Editora - Todos os direitos reservados - PERFIL DA REVISTA | EXPEDIENTE | CONTATO |