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De volta ao Caribe, tive agradáveis surpresas. O elegante hotel La Samanna, na ilha de St. Martin, o cruzeiro pelas belas ilhas caribenhas no charmoso veleiro Wind Spirit e o final da viagem na pulsante e tentadora Miami ofereceram momentos de puro deleite.
Há dez anos não ia ao Caribe. Achei que era hora de voltar. Escolhi então um roteiro fantástico da Windstar Cruises, com tempo para explorar melhor a ilha de St. Martin. O roteiro da Windstar (companhia marítimas com três “navios-boutique”, que são lindos veleiros com toda mordomia a bordo) que nos encantou visitava St. Martin, St.Kitts, Tortola, Virgin Gorda, Jost Van Dyke e St. Bartelemy. Nossa viagem incluiria: três noites no La Samanna, em St. Martin, uma semana no Wind Spirit (para no máximo 148 passgeiros) e quatro noites em Miami, antes de retornar ao Brasil.
Para chegar a St. Martin, fiz uma rápida conexão em Miami – as novas reformas do aeroporto tornaram o processo de imigração mais ágil e menos doloroso. O mesmo não aconteceu com os serviços de uma locadora bem conhecida, em que reservei um carro em St. Martin. A curta viagem entre o aeroporto de St. Martin até o La Samanna, que demoraria apenas 10 minutos, durou quase uma hora, por causa do tempo perdido obtendo o carro reservado.
Nos dois primeiros dias, não saí do hotel. O apartamento com varanda sobre a praia; os montes de areia branca que quase formavam dunas; o lindo visual do azul intenso do mar do Caribe; e para finalizar dois ótimos restaurantes, um no hotel e outro na praia , me encorajaram a aproveitar ao máximo o que o La Samanna tinha a oferecer.
Após esses dois dias de descanso total, resolvi conhecer melhor a ilha. A metade que pertence à França está enfrentando problemas econômicos e, mesmo sendo alta temporada, uma boa parte das lojas no vilarejo de Marigot estava fechada. Tínhamos um guia bastante completo sobre a ilha, que trazia boas referências sobre um restaurante italiano no vilarejo de Grande Case. E qual foi a minha surpresa ao chegar ao estabelecimento e encontrar as portas fechadas. A informação em nosso guia dizia que o local funcionava até as 15h nos dias de verão. Porém, mesmo sendo 14h, ele estava fechado.
Mais tarde, já a bordo do Wind Spirit, conversando com outros passageiros que também estavam hospedados na ilha de St. Martin antes de embarcar, descobri que a Grande Case tem uns 20 excelentes restaurantes, que lotam todas as noites, e que é conhecida como a “Capital Gourmet” do Caribe. Aprendi então que nosso erro foi tentar almoçar e não jantar por lá.
Após a nossa tentativa de almoçar na Grande Case, segui para a metade da ilha que pertence à Holanda, e que se chama St. Maarten. Parecia que estava entrando num outro mundo; economia vibrante, muitas opções de hospedagem (até demais) e a cidade capital, Philipsburg, com o comércio a todo vapor, graças aos turistas nos grandes hotéis e nos imensos navios que param lá todos os dias da temporada.
Após esses três dias em St. Martin, parti para o píer para embarcar no charmoso Wind Spirit. O nosso roteiro incluía uma ilha caribenha por dia. A noite era toda para navegação. Nessa parte da viagem, a cada café da manhã um cenário novo se apresentava aos nossos olhos. Cada ilha tinha um charme próprio e sempre com opções de excursões para conhecer melhor a região. Em alguns pontos de paradas preferi escolher algum restaurante à beira da praia para almoçar.
Durante os momentos de navegação, o Wind Spirit oferece muito conforto, além do clima elegante que envolve o convés. Na parte externa, as grandes velas brancas criam um ambiente único. Na área interna, o estilo relembra os grandes e luxuosos iates particulares. As cabines são maiores que as comumente encontradas nos grandes transatlânticos, acomodando perfeitamente os hóspedes. Outro grande diferencial dos veleiros da Windstar é o funcionamento dos restaurantes: não há um horário definido nem turnos, você é que escolhe qual o melhor momento para jantar, que é servido entre 19h00 e 22h00.
Foram sete dias navegando entre St.Kitts e sua vizinha, Nevis, Tortola, Virgin Gorda – imperdível -, Jost Van Dyke – onde o mais famoso bar do Caribe, Foxy´s, já perdeu seu trono para o movimentadíssimo “Soggy Dollar” – e, finalmente, St.Bartelemy (ou “St. Barts” ou” St. Barth”). Aqui, estavam atracados o “Eclipse”, maior iate particular do mundo, e o “Luna”, 15º maior iate do mundo, ambos de Roman Abramovich, o bilionário russo dono do time inglês de futebol Chelsea.
St. Barthelemy se revelou como a mais charmosa ilha caribenha. Havia várias opções para aproveitar esse último dia no Caribe, como os excelentes restaurantes e as elegantes boutiques, facilmente encontradas na capital da ilha, Gustavia. Podíamos ainda explorar as belas praias alugando um bugee ou um jipe também. Nós preferimos passar o dia no Hotel Ile de France, que aceita visitantes que estão dispostos a pagar para usar espreguiçadeira e almoçar por lá. A praia era quase tão perfeita quanto a do La Samanna e, a comida, divina.
No dia seguinte, fui para Miami.Visitei diversas vezes a cidade durante os anos 80 e 90 e apenas uma na década passada. Ao retornar agora, em 2011, tive uma agradável surpresa ao ver a cidade tão cheia de vida e com ótimas perspectivas, bem diferente da última vez em que lá estive.
Em South Beach, o Lincoln Road Mall foi o que mais chamou a atenção. As ótimas lojas e os excelentes restaurantes mostram que a região está em seu auge. Já Ocean Drive, no mesmo bairro, parecia pior desde a minha última visita. Extremamente movimentada. Não consegui encontrar os restaurantes elegantes e tranquilos que havia conhecido em minha última passagem por lá.
Hospedar-se em um maravilhoso hotel; visitar as belas ilhas do Caribe; navegar em um luxuoso veleiro; e passear por uma cidade próspera, com muitas opções de compras. Essa é uma das melhores maneiras de aproveitar os prazeres da vida.